PCB e Coletivo no Dia Nacional de Lutas em 19 de Junho – Derrotar Bolsonaro e o Projeto do Golpe!

Em Goiás, o PCB, a Corrente Sindical Unidade Classista (UC), a União da Juventude Comunista (UJC) e o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) estão participando ativamente da construção do Dia Nacional de Lutas em 19 de Junho. O partido e seus coletivos convocam sua militância e apoiadores/as, e conclamam aos trabalhadores/as e à juventude em geral, a ocupar as ruas.

A crise sanitária da Covid-19 aprofundou a crise sistêmica do capitalismo desencadeada em 2008. No Brasil, além de uma campanha de vacinação extremamente lenta, no contexto de quase 500 mil mortes por complicações da Covid-19, decorrente de política sanitária genocida, a classe trabalhadora está exposta a uma explosão de crescimento do desemprego e subemprego, e dos preços dos alimentos, gás de cozinha e combustível. Também sofre com cortes de verbas para os serviços públicos e privatizações. Em consequência, crescem de forma alarmante a fome e a miséria, com impactos dramáticos às mulheres da classe trabalhadora, aos LGBT’s, em especial a população T, às/aos negras/os, e às/aos indígenas e quilombolas.

Em que pese a gravidade da situação de pandemia é fundamental estar nas mobilizações e lutas nas ruas, com os cuidados sanitários necessários – com uso e distribuição de máscaras (N95/PFF2), álcool 70% e distanciamento físico entre os manifestantes nos atos –, pois o governo genocida é mais perigoso e letal que a própria pandemia. Por outro lado, vivenciamos um contexto político que, com atuação determinada, enérgica e continuada na massificação da resistência, podemos promover uma inflexão na situação política e modificar em grau significativo a correlação de forças desfavorável à classe trabalhadora e à juventude, sobretudo após o golpe de Estado de 2016.

Amadurecem as condições para derrubar o Governo Bolsonaro-Mourão-Guedes e para promover acumulação de forças que sejam capazes de infringir uma derrota ao projeto do Golpe de Estado. A construção de um programa básico de unidade e de um calendário unificado de mobilizações e lutas é fundamental para a retomada da ofensiva por parte do campo popular. Todavia, sem que se desagregue a construção dos referidos programa e calendário, também é fundamental suplantar politicamente as posições que defendem a frente ampla policlassista liderada por uma liderança carismática e partidos situados no campo popular, com representantes do capital e de forças políticas vinculadas ao projeto do golpe. Posições que, não raramente, procuram rebaixar o próprio caráter político classista dessas mobilizações, ou mesmo colocam em dúvida a necessidade da retomada das lutas nas ruas.

O 29 de Maio foi a primeira grande mobilização de massas da classe trabalhadora e da juventude desde as grandes mobilizações contra os cortes de verba da educação em 2019. De forma vitoriosa, materializou nas ruas a indignação pelas vidas perdidas para a pandemia e pelo avanço da fome e miséria, bem como a defesa da vacinação massiva de toda a população. Enfim, as pautas que comandaram as lutas antifascistas de junho de 2020, as lutas nas redes sociais e os atos simbólicos realizados nos primeiros meses de 2021, denunciando o genocídio orquestrado, o avanço do fascismo e os ataques aos direitos, meio ambiente e serviços e servidores públicos, voltaram de forma massiva às ruas.

A grande imprensa burguesa tentou ignorar e invisibilizar as mobilizações de 29 de Maio. Isto porque interessa a essa imprensa o desgaste do atual Governo Federal por meio da denúncia da sua política sanitária genocida, mas circunscrita às publicações realizadas na grande imprensa e às postagens publicadas nas redes sociais. Definitivamente, não interessa a grande imprensa que esse Governo caia antes de concluir a implementação da agenda de privatizações, de retirada de direitos e de ataque aos servidores públicos. Também não interessa a essa imprensa que esse Governo caia por meio de lutas de massas articuladas à luta pela derrocada do projeto do Golpe, possibilitando a volta de um projeto “mais à esquerda” que, mesmo que minimamente, esteja vinculado à defesa das questões relacionados às/aos trabalhadoras/res.

As mobilizações de 29 de Maio geraram grande entusiasmo sobre amplos setores organizados da classe trabalhadora e da juventude, bem como criou condições favoráveis a uma inflexão política e a um processo de alteração da correlação de forças em favor do campo popular. Todavia, essa perspectiva tem que ser articulada à luta pela derrocada do projeto do Golpe de Estado.

O Fora Bolsonaro-Mourão-Guedes, integrado à luta por emprego, vacina no braço e comida no prato, unifica taticamente o campo popular na atual conjuntura. Para o PCB e seus coletivos essa tática também deve ter como horizonte político a derrocada do projeto do Golpe de Estado de 2016. Projeto que impõe um padrão de acumulação capitalista financeirizado, desagregador das estruturas produtivas industriais e altamente especializado na produção de commodities agropecuárias e minerais destrutivo do meio ambiente e das populações tradicionais; que radicaliza ainda mais uma polarização social histórica entre os detentores de propriedade e riqueza, e os destituídos delas, submetidos a desemprego/subemprego/desalento, impondo uma espécie de apartheid social; que estabelece um Estado sob forte processo de fascistização e uma democracia liberal ultra restringida em termos de representação e direitos das grandes massas da população e armada por meio de um aparato político-jurídico e policial-militar para reprimir qualquer forma de resistência popular; e que aprofunda no “mundo laico” e no “mundo da fé” uma ideologia que amalgama empreendedorismo, meritocrática, individualismo extremo e ódio e violência relação para com o “outro”.

A derrocada do projeto do Golpe demanda a conquista da iniciativa política por parte da classe trabalhadora, isto é, que as mobilizações e lutas de resistência sejam classistas, amplas, persistentes e apoiadas numa forte e perene organização de base por local de trabalho, estudo e moradia na disputa da consciência política da classe trabalhadora em um processo contínuo. Isto porque a conquista da iniciativa política, que materializa a própria capacidade da classe trabalhadora, das camadas populares e da juventude de fazer a classe dominante recuar, retomando direitos que nos foram retirados, requer uma grande acumulação política, organizativa e ideológica que se desenvolve no seu movimento de construção. Assim, é preciso construir um movimento de mobilização e luta de massas permanente e constante que seja capaz de internalizar, ao mesmo tempo, a luta para derrotar nas ruas o Governo Bolsonaro-Mourão-Guedes, para organizar a contraofensiva da classe trabalhadora contra o projeto do Golpe e para construir a alternativa anticapitalista e anti-imperialista no Brasil.

O PCB, seus coletivos, com base nessa leitura política e orientação tática, estão inseridos nos fóruns e coordenações de lutas na Região Metropolitana e em vários municípios de Goiás, construindo o dia 19 de Junho como dia nacional de luta pelo Fora Bolsonaro-Mourão-Guedes e por emprego, vacina no braço e comida no prato, com vista a derrocada do projeto do Golpe de Estado de 2016 e na construção da alternativa anticapitalista e antiimperialista.

FORA BOLSONARO-MOURÃO-GUEDES! IMPEACHMENT JÁ!

EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS E DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!

VACINA PARA TODOS E TODAS!

PELO SUS 100% PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE!

PELO PODER POPULAR, RUMO AO SOCIALISMO!

PCB e Coletivos na construção do Dia Nacional de Lutas em 19 de Junho!

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