Manter a Ofensiva nas Ruas: Fora Bolsonaro-Mourão-Guedes!

A jornada de mobilização pelo Fora Bolsonaro-Mourão-Guedes tem aumentado a presença de pessoas nas ruas, bem como o número de cidades com manifestações. Em Goiás, já mobilizamos dezenas de milhares e alcançamos 19 cidades.

A crise sistêmica do capitalismo se apresenta de forma dramática na sociedade brasileira. Vivenciamos aumento dos índices de desemprego/subemprego/desalento, miséria, populações jogadas nas ruas e intensificação de violência policial. A grande maioria da população brasileira sofre com o aumento do custo de vida, das tarifas de água e energia, bem como com a elevação dos preços da gasolina, gás natural, diesel e gás de cozinha. A cesta básica em Goiânia ultrapassou os R$ 522, ou seja, em torno de 47,5% do salário mínimo.

Esse quadro é agravado pela crise sanitária mundial. No Brasil, a pandemia permanece inclemente, com o país alcançando aproximadamente 550 mil mortes e convivendo com a expansão das novas cepas de Covid-19.

As políticas ultra-neoliberais do Governo Bolsonaro-Mourão-Guedes, a crise econômica e social, as falências de pequenas e médias empresas, e as denúncias de corrupção em diversos níveis do governo, somadas à Jornada de Mobilização Fora Bolsonaro, desgastaram esse Governo, realidade retratada nos mais de 60% de desaprovação em pesquisa de opinião pública.

O empenho que as forças políticas, movimentos, entidades e coletivos realizaram para criar e manter a jornada de mobilização nas ruas, demonstrando e canalizado insatisfação e a necessidade de derrubar o Governo Bolsonaro/Mourão/Guedes, por meio de atos massivos e representativos em todo país e em Goiás, estão sendo decisivos para alterar a correlação de forças, permitindo a retomada da capacidade de realização de ofensiva política nas ruas. Iniciativa que permite agregar cada vez mais novos setores da classe trabalhadora, das camadas populares e da juventude, organizados ou com pouca, mas com potencial para atrair a atenção e canalizar politicamente o descontentamento e insatisfação de setores populares sem nenhuma organização.

Para o PCB e seus coletivos é fundamental que o Fora Bolsonaro/Mourão/Guedes esteja articulado ao combate ao projeto do Golpe de Estado de 2016, mediante a anulação das contra-reformas aprovadas, da reversão da reconfiguração fascistizante do Estado e da derrocada da reforma administrativa e das privatizações (da Eletrobras, Correios, Caixa Econômica e Saneago). Também é imprescindível que esta pauta não esteja subordinada a uma tática política que tenha como centralidade o calendário eleitoral de 2022 e estabelecimento de alianças junto a representantes de frações do capital e da centro direita política.

A recente aproximação de setores da centro direita golpista na pauta Fora Bolsonaro/Mourão/Guedes, inclusive com representantes nos dias nacionais de mobilização, demanda grande atenção política. Não exatamente pelo temor de reedição dos acontecimentos de junho de 2013, quando a direita tomou de assalto o movimento popular em andamento, construído em torno da luta pela tarifa zero e política de moradia. Mas pelo fato da centro esquerda insistir em manter pontes políticas com esses setores em função das eleições de 2022 e pela disputa do conteúdo político e dos rumos das futuras manifestações.

Para o PCB e seus coletivos é fundamental que todos aqueles e aquelas que se posicionam pelo Fora Bolsonaro/Mourão/Guedes possam ir às ruas. Contudo, não podemos nos iludir quanto aos vínculos que a centro direita mantém com a agenda do projeto do Golpe de Estado de 2016 e sua dinâmica política regressista, constituindo-se em bases de sustentação dessas políticas a que o Governo Bolsonaro-Mourão-Guedes encaminham. Dessa compreensão decorre que não podemos compor frentes políticas com esses setores, nem tão pouco tê-los compartilhando coordenação política na jornada de mobilização empreendida pelo campo popular.

O PCB e seus coletivos também realçam a importância da presença de blocos autonomistas na jornada de mobilização. Presença que pode ser necessária quanto à construção da tática black bloc numa perspectiva de defesa das mobilizações de violência de grupos fascistas e de policiais. Todavia, nos colocamos contra tática política que envolva ações diretas nas manifestações em contexto político de acumulação de luta de resistência que tem como perspectiva ampla conscientização política da classe, generalização da organização pela base e conquista da iniciativa política. Portanto, táticas políticas que envolvam ações diretas têm de estar articuladas e submetidas a planejamento e avaliação em relação a nossa estratégia.

Para nós, comunistas, a construção da mobilização do dia de julho (24J) ocupa grande importância, com vista na continuidade e ampliação da jornada de mobilização. Em Goiás, após o ato político-cultural de 13 de julho, é fundamental massificar a mobilização do 24J. O PCB e seus coletivos estão construindo fóruns e coordenações de luta na Região Metropolitana de Goiânia e nos demais municípios de Goiás. É necessário avançar a jornada de mobilização na direção da construção da greve geral para derrubar Bolsonaro-Mourão-Guedes e construir um novo patamar político e organizativo para derrotar o projeto do Golpe de Estado de 2016!

FORA BOLSONARO-MOURÃO-GUEDES!

POR PÃO, VACINA E TRABALHO!

PELA REVOGAÇÃO DAS CONTRA-REFORMAS E DA LEI DO TETO DE GASTOS!

CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA, EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS!

PELA EMANCIPAÇÃO DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA E CARIBENHA!

OCUPAR AS RUAS!

PELO PODER POPULAR RUMO AO SOCIALISMO!

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