POR UM 1º DE MAIO CLASSISTA!PARA DERROTAR BOLSONARO E A BURGUESIA!

Nota Política do PCB-GO


Historicamente, o 1º de Maio é a data em que a classe trabalhadora rememora suas lutas e lideranças históricas surgidas no combate à exploração econômica, dominação política e opressão ideológica promovidos pelo sistema capitalista e sociedade burguesa. Nesse sentido, é também parte do processo de desenvolvimento da unidade e consciência de classe dos trabalhadores e das trabalhadoras em uma perspectiva internacionalista.


O 1º de Maio também é um momento de levantamentos de conteúdos, formas e dinâmicas que a luta de classes assume, no período e conjuntura dessa luta, nos terrenos internacional e nacional. Nos últimos 20 anos, em termos internacionais é notória a intensificação da crise capitalista e avanço da degradação da classe trabalhadora em decorrência dos custos dessa crise lançados nas suas costas; a decadência da hegemonia do imperialismo euro-americano e acirramento de guerras militares e híbridas em regiões estratégicas em termos geoeconômicos e na produção de combustíveis fosseis; a crise das democracias liberais representativas e escalada política da extrema direita como instrumentos de controle preventivo e ofensivo contra movimentos classistas de trabalhadores, populares e juventude.


Um levantamento dos últimos 20 anos da sociedade brasileira, por sua vez, nos permite apreender sentido e direção da lutas de classes que se desenvolve no país. Partimos do reconhecimento de que a política de conciliação de classes que vigorou de 2003 a 2016, sob política econômico-social neoliberal moderada, desarmou a organização e consciência da classe, criando um campo fértil para a condução de uma guerra por parte da classe dominante brasileira e do imperialismo norte-americano via Lava Jato contra nossos direitos e recursos naturais. Esse processo envolveu judiciário, sistema de mídia, partidos e políticos de direita e extrema direita no Congresso Nacional, norteados por órgãos dos Estados Unidos, culminando no golpe de Estado institucional contra a presidente eleita Dilma Rousseff, com pequena resistência política, e posse do ilegítimo governo Temer, que avançou o processo de eliminação de direitos sociais e trabalhistas, consolidou o sequestro do pré-sal pelo capital internacional e sancionou a draconiana Lei do Teto de Gastos. Em seguida, com a eleição de Jair Bolsonaro, com franco apoio das classes dominantes, militares, “Centrão”, milícias e fundamentalistas devotos da teologia da prosperidade, continua a ser ampliado o aprofundamento da destruição de direitos sociais, de políticas e órgãos públicos, de espaço democráticos e do meio ambiente.


No Brasil de hoje, que emergiu do desarme da organização e consciência da classe e do Golpe de Estado de 2016, a realidade da classe trabalhadora pode ser assim resumida: mais de 660 mil mortes e milhões de sequelados pela Covid-19; alta da inflação que impulsiona a elevação dos preços de combustíveis, do gás de cozinha e dos alimentos da cesta básica; 40 milhões passam fome e 115 milhões convivem com algum tipo de insegurança alimentar; população miserável de rua e periferia cresce de forma alarmante; desempregados já atinge mais de 20 milhões e subempregados totalizam 40 milhões que trabalham sem registro; déficit de moradias e de saneamento básico gigantesco; e governos federal, estaduais e municipais reacionários.


Nesse contexto, ainda nos deparamos com a maioria das centrais sindicais brasileiras divorciadas da independência de classe e da responsabilidade para com a construção de projetos imediatos e históricos da classe trabalhadora. Infelizmente, nesse 1º de Maio a maioria das centrais sindicais pretende apenas apresentar uma pauta organizada por alguns de seus dirigentes e previamente consensuada com alguns pré-candidatos à presidência da República. Nesta pauta sequer utilizam a palavra revogação quando se referem às contrarreformas trabalhista e previdenciária, justamente para não ir além das exigências dos acordos destas pré-candidaturas com a burguesia brasileira.


Na perspectiva do PCB e seus coletivos, esta realidade reforça a necessidade de um sindicalismo combativo, capaz de produzir um programa e um calendário de lutas que aponte para a imediata revogação de todas as contrarreformas e de reconstrução das liberdades democráticas aviltadas. Mais do que nunca é preciso mobilizar trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos, movimentos populares e a juventude nos locais de trabalho, moradia e estudo, com independência de classe e autonomia, através de pautas concretas de reivindicações e lutas. Também devemos ampliar as ações de solidariedade com os setores mais atingidos pela carestia, fome e miséria.


Por fim, é fundamental organizar as lutas de agora e as que virão mediante a realização de uma CONFERÊNCIA/ENCONTRO/PLENÁRIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA, baseada na verdadeira democracia operária e popular, mobilizando entidades e movimentos sindicais, populares e estudantis com o objetivo de analisar a conjuntura, construir um programa e um calendário de lutas nacional que tenha como foco estratégico a derrocada do projeto neoliberal, inclusive lançando mão de greves gerais como ferramentas fundamentais de luta da classe.


Para o PCB e seus coletivos compreendem que somente a luta organizada dos trabalhadores e das trabalhadoras poderá garantir uma saída para os nossos problemas, pois não acreditamos em salvadores e jamais assinaremos cheques em branco para os que ajudaram a burguesia a prosperar com o sacrifício dos trabalhadores. O DIA 1º DE MAIO DE 2022 será mais uma oportunidade para irmos às ruas, às manifestações, preparar ocupações e greves comprometidas com as bandeiras de luta imediatas da classe trabalhadora, fortalecer a luta para derrotar Bolsonaro e seu governo e para construir o Poder Popular rumo ao Socialismo!

POR UM PRIMEIRO DE MAIO DE LUTA E SEM CONCILIAÇÃO

PELO PODER POPULAR RUMO AO SOCIALISMO

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