SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública é tratada pela maioria dos candidatos como política de controle social, de doutrinação ideológica e de privilegiamento de uma nova casta no aparelho de Estado. O atual governador privilegia a repressão policial como política de controle social, criminaliza movimentos sociais e acoberta a violência contra os pobres das periferias. Apesar da secretaria de segurança pública se negar a fornecer informações, entidades públicas calculam que os índices de letalidade policial em Goiás são três vezes superiores à média nacional: uma espécie de licença para matar.

Goiás também é um dos estados com maior número de escolas militarizadas – 60 unidades –, promovendo desvio de função às atribuições profissionais da PM e entregando em suas mãos controle pedagógico, recursos financeiros e critérios de recrutamento dos alunos. Trata-se de privatização da rede pública de ensino pela corporação policial, pois as escolas foram transformadas em cabides de emprego para policiais (ativa e reserva). Cobram dos pais “contribuições” por uma série de serviços escolares e privilegiam os filhos de policiais na atribuição de vagas. Os colégios militares também funcionam como verdadeiras “escolas de fascismo”, inculcando nos alunos valores estranhos à educação crítica como a: obediência cega; devoção a diretores e coordenadores; vigilância e “dedodurismo” entre os alunos; transformação do punitivismo como critério pedagógico; e imposição de regras de comportamento reacionárias (exigência de determinados trajes/cortes de
cabelo, proibição de manifestação física de carinho e afeto, etc).

O objetivo dessa política é a valorização da PM como uma espécie de “casta” no interior do serviço público, com privilégios e benefícios exclusivos, com vistas em transformá-la em base de apoio político às perspectivas oligárquico-autoritárias e fascistizantes. Essa perspectiva se apresenta não apenas nas candidaturas de Caiado e nas demais de direita e extrema-direita, mas mesmo em candidaturas de centro-esquerda, que além de defenderem a manutenção dessas políticas propõem ampliar o controle social por meio do aumento do aparato policial e da vigilância sobre a sociedade com uma parafernália de câmaras e redes de monitoramento público.

Para o PCB, o fim da violência policial perpassa necessariamente o fim da Polícia Militar e a construção de outra estrutura de segurança pública, com características comunitárias, articulada à defesa de Direitos Humanos e sob controle social.

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